Primeiro voo em simulador

o CS-DDT que hoje ficou “grounded”

O Simulador AISim AL200MCC

Hoje de manhã bem cedo lá me levantei eu para mais um voo de instrumentos, ou mais uma sessão de “tortura” em que o instrutor vai dando inputs cada vez mais complexos, conseguindo com alguma facilidade levar o cérebro de qualquer um ao estado líquido, mas a vida de piloto é mesmo isto; andar em stress constante. Lá enviei o plano de voo por fax para poupar tempo e segui o meu caminho rumo a LPCS, ou Aeródromo Municipal de Cascais, o avião de hoje o CS-DDT é um Socata TB-10 Tobago pertencente à companhia Aerovip que vai fazendo uma “perninha” em voos da Leávia, escola associada à dita companhia. Mal entrei no hangar tive o primeiro susto, o capot do avião encontrava-se fora, deixando vislumbrar aquela bela maravilha da mecânica que é o motor Lycoming Boxer de 4 cil. e 180cv. Na sala de briefing nem sinal dos Documentos da Aeronave, o que me deixou ainda mais preocupado. Lá vi um TMA a dirigir-se ao avião e a começar a mexer nele, logo me apressei para o pé dele para saber de que maleita se queixava o “paciente”. Ao que parece não tinhamos indicação de EGT (Exhaust Gas Temperature), após substituição do indicador continuavamos sem sinal de vida, e eu a começar a ficar inquieto a pensar que hoje não iria para o “melhor escritório do mundo”… o céu! Fui fazendo companhia e discutindo promenores mais técnicos da situação quando o intrutor chega e me propõe uma ida ao simulador em substituição do voo. Obviamente aceitei, pois antes no simulador do que a caminho de casa de “mãos a abanar”.
O Simulador é da AISim, modelo AL200MCC e tem certificação MCC em aviões, Beechcraft 200 e certificação FNPT II em Piper Seneca II e Socata TB-20, este último o que foi simulado para o meu voo.
Apesar de ser um simulador estático, gostei imenso do nível de realidade criando por vezes a sensação de movimento quando olhavamos para os instrumentos mas conseguia-mos ver pelo “canto do olho” o exterior.
Claro que neste voo tive direito a tudo o que é possível em termos meteorológicos o que só contribuiu ainda mais para o meu treino. O voo foi basicamente composto por uma saída de Tires por instrumentos, a SID CP 3N, após a qual ao chegar ao NDB CP iniciei procedimentos de espera. Após alguns circuitos de espera para treino de correcções ao vento segui o QDR 360, afastando-me da estação para interceptar o QDM 320 do NDB STR para entrar novamente em espera e iniciar o procedimentos de aproximação NDB à pista 14.
Apesar de obviamente o voo ter uma carga de pressão psicológica superior ao voo simulado, em simulador é possível testar conhecimentos e técnicas sem a colocação da vida em risco e como aconteceu neste voo, voar sobre condições muito adversas de nevoeiro, chuva e vento, as quais nunca serão testadas em voo de intrução. Em suma os simuladores são ferramentas bastante completas e úteis para treino, contudo, e apesar de nunca ter testado um simulador dinâmico, acho acho que o factor “imprevisível” na “vida real” continua a ter o seu peso.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s