Missão para Hoje: ILS rwy 03 Lisboa

Ainda ontem cheguei da missão INSTREX na “Corte Real” e já estava nos céus de Cascais ao início da tarde de hoje. A missão para hoje era mais um voo de instrumentos, desta vez um SPIC ( student pilot in command), em que o aluno é que planeia o que pretende fazer durante o voo, desde esperas, arcos DME, procedure turns, etc. A aeronave foi mais uma vez o Socata TB-10 Tobago com a matrícula CS-DDT. Após reabastecimento lá prosseguimos para o ponto de espera a pista 35 de Cascais, LPCS, de onde descolamos rumo a trafaria para prosseguir depois para o VOR ESP no Espichel. Mas desta vez o voo foi d
iferente, talvez por ser fim de semana e ainda por cima de eleições o aeroporto de Lisboa estava bastante calmo, ou pelo menos aparentava nas comunicações, claro está que tentamos a nossa sorte e pedimos a possibilidade de efectuar um ILS (intrument landing system) à pista 03. Este tipo de aproximação por instrumentos divide-se em várias categorias e na categoria máxima é possível aterrar a aeronave com visibilidade próximo do 0. Normalmente é complicado devido ao tráfego de Lisboa conseguir-se tal aproximação. Desta vez foi diferente, pois ao aproximar da fonte da telha a primeira ordem foi de subida para
3000 pés rumo caparica ou CP NDB, era pois a nossa deixa para ao atingir o CP NDB a 3000 pés, iniciarmos então a aproximação, sendo este o seu ponto de início. Para nos deixar mais confortáveis com a aproximação e com mais tempo, tendo em conta que o C-DT é muito mais lento que qualquer avião comercial, foi-nos dada nova ordem de subida para 4000 pés para deixar passar um simpático e gigantesco Airbus A340 da TAP para a mesma aproximação. Sem dúvida uma visão espectacular daquela aeronave a cruzar-se com a nossa a apenas 1000 pés de diferença e claro a uma distância de segurança, já que a turbulência de arrasto de tal gigante deita qualquer “Teco Teco” abaixo, ou pelo menos causa-lhe algum desconforto.
Após passagem de tal pássaro lá levei o C-DT
para o CP NDB, o final aproach fix deste procedimento e iniciamos então o procedimento, ao contrário de uma aproximação normal em que a aeronave já inicia o procedimento totalmente configurada para aterrar, neste caso a descida foi feita em configuração limpa e e maximum clean speed, para não atrasar o tráfego atrás. durante a descida para Lisboa ainda tive direito a “primeira fila” para ver um Airbus A320 a descolar a nossa frente para logo de seguida e ainda a sentir alguma força da turbulência de arrasto do “20” entrarmos em rapada pela pista fora. Após a low pass iniciamos uma saída a 1500 pés pela direita em direcção ao CAS VOR para depois efectuar um arco DME a 8 nm para iniciar uma aproximação VOR DME a Cascais. Assim foi mais um voo em que tudo correu bastante bem e que teve direito a “brinde”.

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